Naquele
final de tarde todos viram.
Além
do horizonte avistamos um robô.
As
reações das pessoas ao meu redor foram bem variadas, algumas correram, outras
ficaram em estado catatônico, algumas até desmaiaram.
Lembro-me
de em algum momento ouvir alguns gritando:
-
que porra é essa?
Naquele
momento eu não sabia dizer de onde vinha aquele ser, se era bom ou mau, mas de
qualquer forma eu não poderia esperar demais para tomar minha decisão e só
sabia de uma coisa e disse ainda que baixo, mais para mim do que para as
pessoas que passavam por mim desesperadamente fugindo da ameaça:
-
hoje eu vou matar esse ROBO GIGANTE!
Há poucos metros dali o
matador vira uma loja de armas e seja quem for que tomava conta daquele recinto
fugira sem preocupar-se em fechar.
Ali dentro ele
encontrara os mais variados tipos de revolveres e pistola e um único rifle de
caça que para sua sorte, ou não, ele sabia manusear pois há mais de um ano ele
começara a praticar tiro ao alvo, e começara usando rifles depois pistolas e
por fim revolveres.
Da loja ele levara duas
Desert Eagle, uma Magnum 45 e um rifle Rossi 62 AS e muita munição, o quanto
ele conseguira levar.
Ao sair da loja vira um
rapaz debaixo de uma moto, uma CB 500, provavelmente ele fora um dos que
desmaiara ao ver o genocida metálico gigante.
- vou pegar a tua moto
camarada, depois eu devolvo. – comunicara ainda com provável dono desacordado.
O aspirante a assassino
de autômato colocara o capacete, dera partida na moto, respirara fundo e
acelerara para a direção da lata com inteligência artificial, desprovida das
três leis e exterminadora da raça humana.
O rifle de caça estava
em sua costa, as duas deserts em coldres presos a coxa, uma de cada lado e a
Magnum e um coldre preso em sua cintura do lado direito.
-
é agora.
Aquele
robô não deveria ter menos de sete metros de altura.
Meu
coração rufava tão ou mais rápido do que Aquiles Priest usando pedal duplo.
A
cada metro que eu dava em direção a meu alvo, meu corpo gelava ainda mais,
minhas mãos suavam frio assim como o suor que tentava descer pela minha testa,
mas que era impedida pela almofada do capacete.
A pouco mais de cem
metros de distância da pilha de metal e cabos, o matador começara a pilotar a
moto com apenas a mão direita e com a outra começara a atirar usando um das
pistolas.
Estava
sendo bem difícil para mim aguentar o coice da pistola, apesar de eu ser um
pouco acostumado a atirar.
Eu
mirava para acertar o joelho, mas apenas uns dois ou três tiros pegaram, mas
não fora suficiente para a máquina se ajoelhar, mas fora o suficiente para
chamar a sua atenção e na hora eu não sabia se aquilo ela bom ou ruim.
Os sensores do gigante
de metal informaram ao seu cérebro positrônico que o que poderia ser chamado de
joelho recebera alguns danos, e assim que recebera as informações procurara a
fonte desses danos e vira um ser pequeno em cima de um veículo de duas rodas,
segurando uma arma e vindo em sua direção.
O ser
desproporcionalmente grande decidira eliminar aquele pequeno empecilho, mal
sabia ele que não seria tão fácil.
A
criatura de metal começou a vir em minha direção e eu não sabia ao certo o que
fazer, eu estava muito nervoso, mas decidido, poria fim naquela lata velha
antes dos matadores oficiais chegarem, eu precisava entrar pro time dos
matadores.
A
primeira investida do meu algoz contra mim foi um tapa com a costa da mão
direita, um tapa que varreu o asfalto arrastando tudo o que houvesse no
caminho.
Larguei
a pistola, reduzi à macha e acelerei, o motor gritava quase que em um clamor de
“não faz isso comigo”, mas eu não tive dó, iria explorar o máximo dele.
Escapei
por milímetros e só depois de escapar que me toquei da burrice que foi largar
uma das pistolas.
A mão da sucata
metálica por pouco não atingira seu alvo.
O novo assassino de
seres asimovianos fizera um cavalinho de pau girando com a moto cento e oitenta
graus novamente partindo em direção a seu alvo. Novamente guiando a moto apenas
com a mão direita, o que deixava as coisas mais difíceis, pois ele não era
canhoto, mas o acelerador da moto ficava do lado direito.
Fizera mira e disparara
várias vezes, a mira era imprecisa pela falta de estabilidade no asfalto e
expertise com a mão contraria.
Apesar da falta de
precisão nos tiros eles surtiram efeito e a maquina ajoelhara-se, mas em
resposta descera a sua mão esquerda no chão na tentativa de conseguir acertar o
ser que lhe causara dano.
O jovem determinado
conseguira desviar-se do punho no chão, mas não esperava que o monstro
continuasse seu ataque arrastando sua mão no asfalto e batendo em cheio a
lateral esquerda da moto esmagando a perna de seu piloto.
A moto e seu piloto
foram arremessados para dentro de uma loja de roupas.
A moto passara voando
pela cabeça do piloto, a poucos milímetros de sua cabeça.
Puta
que pariu. Que dor filha da puta que senti na perna naquele fim de tarde.
Por
pouco a porra da moto não me acertou. Me pus a perguntar que loucura era aquela
de querer enfrentar um robô gigante. Naquele instante percebi que aqueles três
eram loucos, Diogo, Affonso e Beto, quem em são consciência caía na porrada com
uma criatura daquelas.
Não
conseguia mexer a minha perna, estava com uma puta dor na coluna, e no resto do
corpo também. Havia perdido mais uma arma, mas ainda tinha o rifle e o
revolver.
Meu
coração quase saltou do peito quando vi o genocida metálico se arrastando na
minha direção, cheguei a ficar alguns segundos sem ação, mas naquele momento eu
não podia me dar ao prazer daquilo.
Puxei
o rifle fiz mira no que poderia ser chamado de olhos do robô, um par de câmeras
com luzes de led ao seu redor.
Booommm
O
primeiro tiro foi no alvo, por uma fração de segundos acreditei na
possibilidade daquele robô ter sua fonte de energia na cabeça, pena que não
era.
Várias esferas
metálicas atravessaram os sensores oculares do robô, o seu cérebro registrou
como danificada aquela peça, e também disse que aquele alvo deveria ser eliminado
o mais rápido possível.
E assim o robô faria.
A primeira coisa que
fez foi tentar pôr-se de pé ainda que só com uma perna, ainda com pouco equilíbrio
começou a tentar derrubar o teto da loja que era de alvenaria.
Quando
senti a loja tremer, me deu vontade de chorar, pensei que aquela ideia foi uma
ideia de merda, por que raios eu havia feito aquilo? Comecei a lembrar dos meus
pais e amigos, minha namorada, tínhamos tantos planos juntos e eu havia acabado
de mandar tudo para o espaço por canta de uma ideia insana.
O jovem aspirante a
matador já havia entregue a luta, já havia jogado a toalha, largado o controle,
desistido de lutar, mas um estampido alto e o som de uma explosão o tirou
daquele transe.
Do lado de fora da loja
Beto acabara de disparar um tiro da G.A. – que agora se chamava Claudia.
O tiro não acertara
nenhuma parte vital, mas arrancara a perna que restava.
- porra beto, tu podia
ter acabado logo com isso. – Diogo reclamara enquanto descia de paraquedas e fazia
mira com um rifle. E disparara vários tiros na cabeça do ser asimoviano,
fazendo seus sensores entrarem em curto.
- calma, calma
matadores – Affonso entrara também na conversa que rolava pelos comunicadores,
imitara a voz de um apresentador famoso nos brasil e bastante imitado. Ele estava
chegando de moto, usando jaqueta de couro e óculos escuros.
- aê rei dos escritores
já descobriu onde fica a fonte de energia ou o cérebro dessa latona? –
perguntara Beto em uma cover base aguardando o tempo de recarga da Claudia.
- duque das estampas, o
próximo tiro tem que ser no que podemos chamar de abdômen, a fonte de energia
dele fica junto da unidade de processamentos.
Beto limitara-se apenas
a sorrir e esperar o pouco que ainda faltava para o próximo tiro.
Affonso continuara avançando
contra a maquina, e não poderia deixar de dar uns tiros.
Atirara no ponto fraco
do gigante que estava prestes a se tornar sucata.
Definitivamente
esses caras estão em outro nível. Eles mal haviam chegado e a criatura já
estava quase em curto circuito.
- a Claudia está pronta.
- quando quiser Roberto
Esféricus. – Diogo começara a preocupar-se, sua ele estava em campo aberto e o robô
começava a demonstrar que iria revidar os vários tiros que recebera na cabeça.
Beto apontara Claudia
com aquele seu olhar e sorriso mather fuck e disparara.
O tiro fizera um rombo
no que pseudo abdômen do robô, que parara com sua convulsão ou qualquer
movimento instantaneamente.
Em
no máximo cinco minutos eles haviam acabaram com tudo, em menos de cinco
minutos eles mataram aquele robô gigante e eu estava ali, escorado em um
balcão, sem forças nem para gritar e com dor em cada milímetro do corpo.
Até
que o Diogo me viu e como é da índole dele, veio me ajudar perguntando se
estava todo bem e tals.
A
última coisa que eu me lembro foi de ouvir o Affonso ligando para a emergência
enquanto o Diogo tentava me manter acordado.
Quando
acordei novamente estava no hospital, com a perna engessada e várias bandagens
pelo corpo.
Ao
lado da minha cama em cima do criado mudo um game portátil com um cartão em
cima.
“Isso
é para você passar o tempo enquanto se recupera braço, melhoras aí e valeu por
ter facilitado o nosso trabalho com aquela lata velha. Um grande abraço dos
matadores.”
Apenas
sorri, peguei o vídeo game e fui jogar, não podia fazer nada além daquilo, mas
confesso que apesar de toda a merda, me sinto bem, fiz parte ainda que não
oficialmente, e nem que eles realmente precisassem da minha ajuda, mas fui da
equipe MRG por alguns minutos e isso já é foda demais.
por: Dante Deschain