Atenção
matadores essa é a instrução da sua missão. Os robôs se aproximam como podem
ver no e-mail que eu os enviei com o dossiê.
Beto
Estrada você ira escoltar os espectadores sobreviventes a caminho do cinema.
Affonso
Solano apresente-se no leve as HQs e as proteja com a vida.
Diogo
Braga fique em stand by, caso os demais precisem de algum suporte entro em
contato.
E
senhores não se esqueçam, em sua armadura há o botão vermelho contra a
robotização, não hesitem em utilizar.
C.r.e.u.z.a.
desligando.
Assim que terminaram de
ouvir a mensagem da C.R.E.U.Z.A. e passarem os olhos no dossiê, os matadores em
suas casas, vestiram suas armaduras de batalha. Peitoral, braceletes,
caneleiras e capacete, tudo de titânio.
Beto abrira seu armário
de armas e como não podia deixar de ser, retirara de lá sua metralhadora AK47,
duas granadas e a grande assassina o rifle com poder de disparar apenas três
tiros, mas que mata robôs com uma bala só.
Em sua garagem estava
seu skate com propulsão própria que o permitia alcançar mais de cento e
cinquenta km/h.
Fumara um cigarro,
tomara um gole de whisky, baixara o visor de seu capacete e partira para
escoltar os espectadores.
Affonso também não
perdera tempo ouvira a mensagem de C.R.E.U.Z.A. e já se pusera a vestir-se e
sair logo de casa com seus patins infernais.
Na casa de Diogo dona
Maria ficara meio apreensiva com o que Diogo pretendia fazer, atacar um robô em
seu mundo. Há poucas horas ele recebera um e-mail do UnderLine do MRG e nele o
mesmo mostrava onde encontrava-se um vórtice e Diogo estava determinado a ir
até lá sozinho verificar do que se tratava.
- fica tranquila mulher
vou estourar os anus dessas máquinas – tentara tranquilizar sua mulher enquanto
escolhia que armas iria utilizar. Por fim escolhera um par de revolveres e um
rifle M1.
- que isso Diogo? –
perguntara dona Maria ainda mais preocupada.
- é o que eu vou usar
pra exterminar esse monte de merda metálica.
- mas só isso? –
indagara dona Maria
- relaxa mulher eu me
garanto, posso não ser o numero um do polegar, mas sou o numero um no indicador
e vou mandar bala nessa cambada de filhos da puta.
Terminara de vestir-se,
dera um beijo em sua esposa e em seguida em Bruninho que lhe dera um sorriso afetivo.
Saíra de casa pela garagem montado em sua moto Mondial 175 com motor quatro
tempos.
O ônibus já está quase
chegando ao cinema, José de Alencar dirigia-o apreensivamente, o matador já
deveria estar ali. Todos sabiam que era comum os matadores se atrasarem, mas
ninguém podia negar que eles eram os melhores no que faziam.
Faltando poucas quadras
do cinema o ônibus entrara em uma rua estreita e fora nela que o coração do
motorista quase saíra pela boca, cinco robôs os aguardavam já com armas apontadas
prontas para fazer a robotização ou o extermínio.
Os passageiros sentiram
seus corações gelarem e quase que instantaneamente começaram a suar frio,
sabiam que os robôs não tinham piedade e que estavam ali para fazer o pior.
E em meio a toda essa
tensão um estampido ecoara, era o tiro da Grande Assassina, beto chegara
atrasado, mas chegara com estilo dando seu primeiro tiro na cabeça da máquina
projetada para subjugar a raça humana, espalhando parafusos fios elétrico e
óleo para todos os lados.
- aê seu motorista,
acho melhor tu arrumar outra rota, por que essa aqui tá suja. – aconselhara
Beto sorridente e ansioso para o combate.
O motorista fizera um
sinal de legal com a mão um pouco trêmula, aquela era a primeira vez que se
deparara com uma máquina assassina em sua vida, ouvira muitas histórias sobre
os matadores e suas grandes batalhas, mas de forma alguma esperava deparar-se
com uma.
Seus dias se resumiam a
levar os sobreviventes de um lado para outro da cidade e a noite jantar café
com leite e pão com manteiga molhado no café, feito por sua esposa enquanto
conversavam sobre como fora seu dia. E após o jantar sentar-se com ela para
assistir algum programa de televisão, um filme, ler um livro ou simplesmente
continuar jogando conversa fora.
O motorista que naquele
momento só pensava em encontrar a sua esposa a noite e dar-lhe um forte abraço,
engatara a ré e entrara em uma rua a direita ignorando qualquer regra de
transito.
Beto disparara mais uma
vez com A Grande Assassina e mais um robô caíra, mas ainda restavam três e a
arma precisava de alguns segundos para dar o terceiro e último disparo e apesar
dos robôs não se movimentarem tão rápido, não dava para ficar ali parado.
Os remanescentes da
empreitada contra o ônibus apontaram suas armas na direção do matador que
pensara rápido e entrara em uma cafeteria abandonada varando pela janela.
As três maquinas de
destruição humanas que mediam em torno de três metros, puseram-se diante da
cafeteria e botaram para atirar com suas mini guns.
Beto fora engatinhando
até chegar ao balcão, os tiros zuniam em seu ouvido chegara a sentir o calor
dos projéteis passarem por seus braços e pernas, a situação estava tensa, mas
ele não podia temer, tinha uma missão e para um matador missão dada é missão
cumprida.
Um dos robôs adentrara
no recinto atravessando a parede pondo-a ao chão, a cada passo que dava o chão
estremecia sem contar com o barulho das engrenagens e dos amortecedores.
Beto olhara para seu
rifle, a luz verde estava acesa indicando que já estava pronto para mais um
tiro, pronta para o último tiro.
O assassino aproximava-se.
A cada passo dado pelo monstro o coração de Beto batia mais forte, mas ao mesmo
tempo em que sentia temor sentia a euforia, pois para o mesmo quanto mais
difícil era a situação mais divertida tornava-se.
Ele olhava para cima
com seu rifle apontado na mesma direção, sabia que seu algoz colocaria a cabeça
ali, as máquinas eram até bem inteligentes, mas vez ou outra tinham uns
procedimentos muito sem noção.
E fora como o matador
previra.
- hip kaiê mather
fucker – essas foram as últimas palavras que o cérebro positrônico do genocida
registraram antes de seus sensores entrarem em pane e explodirem.
Passara a G.A. para a
costa e tirara sua metralhadora, agora a porra estava séria, ainda restavam
dois que já estavam entrando no recinto atirando para valer.
O matador olhara para
frente e diante do mesmo estava a porta da cozinha, uma porta dupla de vai em
vem, dera um salto atravessando a porta, um tiro acertara de raspão a sua perna
esquerda, outro passara por sua bochecha e um terceiro passara por sua costela
esquerda. Enquanto atravessava a porta atirara uma das granadas no salão.
A cozinha estava bem
bagunçada, estava abandonada, cheia de panelas pelo chão e prateleiras, algumas
vazias outras com comidas estragadas ou panelas velhas que ao vê-las ainda que
em um momento de tensão não conseguida deixar de lembrar-se da claaaaaassica
frase – panela velha é que faz comida boa.
A granada explodira e o
impacto derrubara os autômatos.
Beto olhara por um dos
buracos na parede, e vira os robôs tentando levantar-se.
Essa
é a hora.
Ele atravessara a porta
da cozinha de volta ao salão distribuindo bala e correndo pra cima de uma das
máquinas atirando só na cabeça fazendo-a entrar em curto.
O segundo robô que não
conseguia levantar-se por ter uma das pernas destruída alongara seu braço e
acertando em cheio o peito de beto arremessando-o em uma parede. As armas do
monstro metálico estavam danificadas e a metralhadora do matador não estava em
suas mãos.
A dor em seu peito era
alucinante, mas ele não podia parar ali, aquela não fora a primeira, nem seria
a última porrada que ele levaria de um robô, aquela fora a vida que ele
escolhera e não pararia até ver a última máquina cair.
O robô com aparência
humanoide novamente esticara seu braço para tentar amassar seu assassino, mas o
mesmo fora mais rápido – apesar de seu sobrepeso - esquivando da mão robótica e
arrastando-se para pegar sua metralhadora. Assim que ele pusera as mãos em sua
arma descuidara-se e recebera uma tapa que o jogara para fora da cafeteria
fazendo-o cair no chão batendo sua cabeça com um baque surdo.
Ma
que robô filho da puta, desse jeito fica foda.
Beto levantava-se do
chão com muita dificuldade, e ao olhar para onde encontrava-se seu alvo vira
que ele conseguira pôr-se de pé com seu braço direito sem a mão mostrando um
cano largo indicando que dali sairia um puta projétil.
Beto ajoelhara-se para
ter uma mira mais fixa, suava frio e ainda um pouco atordoado por conta das
pancadas que não deixavam suas mãos ficarem firmes para um bom tiro, ele
configurara a metralhadora para apenas um tiro.
O braço do monstro
metálico apontava para a direção de beto que sentira que aquele era o momento.
Boom.
O projeto saíra da arma
de beto e acertara o projetil explosivo antes do robô dispará-lo causando uma
grande explosão que terminara de destruir o que ainda havia de inteiro na
cafeteria colocando-a a baixo.
Sem perder tempo e
poder curtir suas dores, o matador pegara seu skate e fora em busca do ônibus.
Confirmara que ele já estava chegando ao cinema.
- C.R.E.U.Z.A. Beto
Duque Estrada falando.
- C.R.E.U.Z.A. na
escuta.
- missão cumprida,
alvos eliminados. Espectadores chegaram ao cinema são e salvos.
- bom trabalho pior host
do mundo. Affonso Solano ainda continua em missão.
- olha só
C.R.E.U.Z.A. – Beto encostara-se em uma
parede e deslizara por ela até sentar-se – to precisando de umas férias.
- vamos analisar seu
pedido Beto.
- ok, cambio e desligo.
Ainda sentado no chão ele procurara em seu bolso por uma carteira de cigarros,
a encontrara toda amassada, mas com alguns ainda utilizáveis, tirara um e
começara a fumar para relaxar e tirar a tensão desse último combate.
A muitos quarteirões
dali Affonso corria com a força de mil sois para levar os gibis até a gibiteca,
mas ele sabia que não seria tranquilo, as fotos enviadas no dossiê mostravam
que próximo dali seus algozes apareceriam.
E fora quando restara
pouco menos de duas quadras que ele tivera a surpresa e ela viera do céu. Um
robô alado passara dando um rasante e disparando vários tiros, Solano com suas
habilidades de gatuno e com sua belíssima percepção conseguira esquivar-se.
Puxara a metralhadora e
começara a mandar bala acertando alguns tiros, mas nenhum realmente certeiro.
O algoz da humanidade parara
no ar com o auxilio de um propulsor estilo rocketeer, abrindo suas assas
metálicas já com furos da primeira saraivada de tiros do matador.
Armas apontadas e mais
uma investida contra Affonso que deixara a metralhadora pendurada pela
bandoleira, pegara sua pistola com a mão direita e na outra mão uma granada de
flash.
O robô começara a
descer, Affonso correra subira em cima de um carro, saltara o mais alto
possível e arremessara a granada segundos antes do gigante metálico começar a
atirar.
O flash ofuscara as
câmeras sensoriais que serviam como olhos para o androide que apesar de não
poder “enxergar” atirava as escuras. Solano já fora da linha de frente do
inimigo disparando tiros certeiros na cabeça do robô para assim destruir o
cérebro positrônico do mesmo.
O alado de metal
continuara como seu mergulho e com os tiros começando a danificar seus sistemas
motores ele caíra em cima de um carro, o matador não perdera tempo, guardara
sua pistola calibre dez milímetros, pegara a metralhadora e enquanto se
aproximava de seu alvo com a ajuda de seus patins atirava incessantemente
começando a varar a couraça protetora e a atingir o cérebro artificialmente
criado e com inteligência artificial.
Mas Affonso não
satisfizera apenas em ver o robô parar de se mexer, ele queria mais, ele queria
colorir o céu com um robô explodindo. E fora o que acontecera, não que a
explosão tenha alcançado o céu, mas fora grande espalhando partes do cérebro
positrônico, fios e óleo de motor para todos os lados.
- é, esse até que foi
fácil. – comentara Solano seguindo seu caminho até a gibiteca.
Didi Braguinha
encontrara o vórtice que UndeLine do MRG falara.
Ao atravessar
deparara-se com o que parecia ser um campo de futebol em ruinas, as
arquibancadas não passavam de um amontoado de entulhos de concreto e pedaços do
que um dia foram os bancos de plástico. E bem no centro do campo o um trono
gigante feito de automóveis, ônibus e outros meios de transporte conhecidos
pela raça humano e alguns até desconhecidos.
Sentado nesse trono
havia um robô gigante de mais ou menos quatro metros um tanto quanto
enferrujado e com suas afiações e todos seus mecanismos interior expostos.
- olha só quem veio até
mim – a voz era metálica e abafada como se alguém estivesse falando dentro de
uma lata – Diogo Braga o guardião do codinome o escolhido.
- em carne e osso
pronto para rasgar o teu anus com uma granada ô monte de sucata velha.
Diogo metera a mão
dentro do bolso esquerdo da bolsa que era embutida na moto e tirara de lá uma
granada, arrancara o pino, acelerara a moto e partira pra cima do gigante de
ferro.
O autômato levantara-se
antes de seu inimigo o alcançar, esquivara-se da granada saltando para cima,
deixando seu trono ser explodido, e ainda estava no ar disparara seus cinco
dedos da mão direita, que mostraram-se ser pequenos misseis.
O matador esquivara do
primeiro, mas apenas para perceber que eles eram teleguiados. Didi correra para
cima daquele que ansiava por sua derrota, o robô, que ao cair no chão o fizera
tremer.
Os misseis o estavam
quase alcançando Diogo que puxara outra granada e arremessara para traz com
intuído de fazer todos os misseis explodirem atraídos pelo calor, mas ele não
contara que essa mega explosão o jogaria da moto.
O gigante de ferro
retorcido e enferrujado agora caminhava lentamente na direção do matador que
levantava-se ainda zonzo por conta do som da explosão e do impacto.
Com sua visão ainda
turva e de quatro no chão ele vira o genocida metálico apontar agora sua mão
esquerda, sabia que aquilo significava que misseis seriam arremessados nele e
que aquele seria seu fim.
Por sua cabeça, ainda
confusa, passavam os momentos que ele tivera com Bruninho, o prodígio com poderes
inimagináveis e incertos que era visto como a esperança da resistência, e
lembrara-se de sua amada dona Maria e os maravilhosos momentos que ele tivera
com ela e os que ele gostaria de ter.
Na cidade já com suas
missões cumpridas Affonso começa a twittar sobre o seu combate. Lendo os
comentários da galera vira o UnderLine perguntar sobre Diogo e o vórtice.
Seu coração disparara,
ele sabia que com toda a certeza Diogo teria ido para o vórtice sem querer
ajuda.
E quando o mesmo iria
ligar para Beto seu telefone tocara, era a C.R.E.U.Z.A.
Matadores
vocês tem que resgatar Diogo, em seus capacetes aparecerão as coordenadas vão
até lá e extraiam Diogo Braga das linhas do inimigo.
Beto e Affonso encontraram-se
na entrada do vórtice. UndeLine estava a espera dos dois com uma caixa metálica
e cheia de fios e algumas lâmpadas.
- que porra é essa
UnderLine? – perguntara Beto.
- isso aqui vai fechar
esse vórtice. – respondera UnderLine ligando a pequena máquina.
- mas a gente tem que
tirar o Diogo de lá.
- eu sei e vocês têm
cinco minutos para isso.
- vamo nessa então Beto.
– dissera Solano engatilhando sua metralhadora e entrando.
- vamo lá. Até mais
UnderLine – Beto acompanhara seu parceiro.
Assim que entraram
viram o gigante de aço disparar os misseis em forma de dedo e atingira a queima
roupa Diogo.
Em sua casa dona Maria
encontrava-se aflita com brunhinho que começara a chorar e em dado momento
grita a plenos pulmões:
- PAAAIIIII!!!!
Assim que a poeira das
explosões baixaram algo impressionante acontecera, a explosão não acertara
Diogo, fora como se um campo de força houvesse aparecido e protegido o.
- é agora Affonso – gritara
beto correndo para cima do gigante de aço.
Os dois foram para cima
da fera metálica crivando-a de bala.
Em resposta o mesmo
levantara a cabeça e fizera um som inenarrável e eles sabiam que aquilo era uma
tentativa de robotização.
Affonso e Beto logo
apertaram o botão contra a robotização.
Diogo que ainda não
havia compreendido o que o salvara não apertara o botão.
- aperta o botão Diogo.
– gritara beto preocupado com seu amigo.
- não vou apertar essa
porra cara. – Diogo entendia em que situação encontrava-se, mas queria matar
aquela sucata com seu rifle e sem o uso do botão contra a robotização.
- para de ser burro
muleque!
- puta que pariu Diogo!
– esbravejara Affonso.
Diogo podia sentir os
nano robôs entrarem em seu corpo por seus poros. Caíra de joelhos no chão como
se algo estivesse fazendo pressão contra seu corpo, mas iria resistir e matar
aquele monte de lata velha, sabia que enquanto ele estivesse espalhando os nano
robôs de robotização ele não faria outra coisa e enquanto fosse necessário a
armadura agir contra os nano robôs os matadores de robôs gigante também não
poderiam fazer nada.
Era doloroso, mas ele
estava decidido a resistir sem apertar o botão vermelho em sua armadura, o
botão que brilhava de forma pulsante quase que no mesmo ritmo de seu coração.
Ao longe começaram a ouvir
sons de metais se retorcendo ou algo do tipo e os todos ali sabiam que aquilo
era o sinal de que vários outros robôs estavam a caminho o que não era nada bom
para o trio dada a situação em que se encontravam.
- vambora Diogo, para
com essa porra cara. – gritara Affonso agora preocupado com o pouco tempo que
ainda restava a eles. – a gente tem que sair logo daqui.
- de que adianta ativar
a antirobotização se não poderemos nos mover? – perguntara Diogo em meio a
muita dor.
- depois de desligarmos
temos um minuto ou tu esqueceu disso?
- porra cara, eu tinha
esquecido mesmo! – respondera Diogo com um sorriso em meio a dor da tentativa
de robotização.
- puta que pariu hein
Diogo..? – reclamara Beto Duque Estrada.
- não interessa cara,
eu quero matar essa lata velha sem usar a porra do botão.
Os sons dos metais se
retorcendo estavam cada vez mais próximos.
- aê Beto – iniciara Affonso – vamo ter que
tirar o Diogo na marra.
- qual a tua ideia? –
perguntara beto curioso.
- eu pego ele com meus
patins e com a propulsão do próprio patins eu entro com ele no vórtice.
- vamo lá. – concordara
Duque Estrada .
Os matadores
desativaram suas proteções para assim movimentarem-se e salvarem seu louco
amigo.
Diogo conseguira
começar a pôr-se de pé, segurava seu M1 e apontara para o núcleo de energia central
da lata velha que encontrava-se próximo a garganta, uma pequena esfera de
aparência gelatinosa e avermelhada.
Fizera mira, prendera a
respiração, o mundo parecia estar em slow motion.
O gigante, autômato,
genocida, enferrujado e com sua mecânica interior a mostra talvez por
prepotência achando que jamais um mero humano iria conseguir destruí-lo, muito
menos em seu território, fitara os olhos de seu assassino milésimos de segundos
antes do tiro sua fonte de energia ou “vida”.
Também milésimos de
segundos após Diogo disparar o tiro seu amigo Affonso o atracara pelo abdômen
abraçando-o e arrastá-lo para o vórtice.
O tiro fora certeiro
explodindo o núcleo de energia do monstro gigante e metálico que começara a ter
espasmos e a entrar em curto.
Beto atravessara a
fenda.
Enquanto estava sendo
arrastado Diogo contemplara a chegada dos outros robôs e a explosão daquele que
talvez fosse o líder deles, ali também o céu fora enfeitado por peças
metálicas, óleo negro e cabos elétricos e um pouco de gelatina avermelhada.
Por fim atravessara de
volta para seu mundo.
- cara vocês tinham que
ter visto – Diogo estava empolgado – foi um festival de óleo e metal cara.
- tinha que ter visto o
caralho, a gente quase morreu. – reclamara Beto sentando-se no meio fio da rua
em que se encontravam, estava muito ofegante.
- que porra foi aquela
Diogo de não querer aperta o botão? – indagara Affonso.
- cara eu entrei ali
decidido a desmontar aquele monte de ferro velho com o meu rifle e sem usar a
antirobotização.
- que loucura cara.
- filho da puta.
- que foi agora Diogo?
- porra seus filhos da
puta vocês deixaram a minha moto lá do outro lado.
- ah vá pra puta que te
pariu Diogo.
- ma que filho da puta.
– beto pusera-se de pé para falar – a gente te tira de lá arriscando a nossa
vida e ainda somos filhos da puta.
O bip em seus
comunicadores interrompera a conversa, eles sabia que era a C.R.E.U.Z.A.
entrando em contato.
Parabéns
matadores de robôs gigantes. Mais um dia de trabalho para vocês e mais uma
missão cumprida. Vocês estão dispensados pelo resto do dia.
– C.R.E.U.Z.A. fizera uma breve pausa –
Mas se aparecer outro atentado robótico tenham certeza que não hesitarei em
chama-los.
Até
breve senhores.
- acho que uma
cervejinha pra gente que é macho Diogo e um chazinho pro american boy ai cairia
bem agora.
- tô contigo cara.
- vão se foder vocês
dois, eu cuido da minha saúde só isso.
- num começa com esse
papo de bicha não Affonso – beto já acendia um cigarro enquanto falava.
E a discussão seguiu-se
como sempre segue qualquer discussão com os matadores.