sexta-feira, 13 de setembro de 2013

BOTÃO VERMELHO



Atenção matadores essa é a instrução da sua missão. Os robôs se aproximam como podem ver no e-mail que eu os enviei com o dossiê.
Beto Estrada você ira escoltar os espectadores sobreviventes a caminho do cinema.
Affonso Solano apresente-se no leve as HQs e as proteja com a vida.
Diogo Braga fique em stand by, caso os demais precisem de algum suporte entro em contato.
E senhores não se esqueçam, em sua armadura há o botão vermelho contra a robotização, não hesitem em utilizar.
C.r.e.u.z.a. desligando.
Assim que terminaram de ouvir a mensagem da C.R.E.U.Z.A. e passarem os olhos no dossiê, os matadores em suas casas, vestiram suas armaduras de batalha. Peitoral, braceletes, caneleiras e capacete, tudo de titânio.
Beto abrira seu armário de armas e como não podia deixar de ser, retirara de lá sua metralhadora AK47, duas granadas e a grande assassina o rifle com poder de disparar apenas três tiros, mas que mata robôs com uma bala só.
Em sua garagem estava seu skate com propulsão própria que o permitia alcançar mais de cento e cinquenta km/h.
Fumara um cigarro, tomara um gole de whisky, baixara o visor de seu capacete e partira para escoltar os espectadores.
Affonso também não perdera tempo ouvira a mensagem de C.R.E.U.Z.A. e já se pusera a vestir-se e sair logo de casa com seus patins infernais.
Na casa de Diogo dona Maria ficara meio apreensiva com o que Diogo pretendia fazer, atacar um robô em seu mundo. Há poucas horas ele recebera um e-mail do UnderLine do MRG e nele o mesmo mostrava onde encontrava-se um vórtice e Diogo estava determinado a ir até lá sozinho verificar do que se tratava.
- fica tranquila mulher vou estourar os anus dessas máquinas – tentara tranquilizar sua mulher enquanto escolhia que armas iria utilizar. Por fim escolhera um par de revolveres e um rifle M1.
- que isso Diogo? – perguntara dona Maria ainda mais preocupada.
- é o que eu vou usar pra exterminar esse monte de merda metálica.
- mas só isso? – indagara dona Maria
- relaxa mulher eu me garanto, posso não ser o numero um do polegar, mas sou o numero um no indicador e vou mandar bala nessa cambada de filhos da puta.
Terminara de vestir-se, dera um beijo em sua esposa e em seguida em Bruninho que lhe dera um sorriso afetivo. Saíra de casa pela garagem montado em sua moto Mondial 175 com motor quatro tempos.
O ônibus já está quase chegando ao cinema, José de Alencar dirigia-o apreensivamente, o matador já deveria estar ali. Todos sabiam que era comum os matadores se atrasarem, mas ninguém podia negar que eles eram os melhores no que faziam.
Faltando poucas quadras do cinema o ônibus entrara em uma rua estreita e fora nela que o coração do motorista quase saíra pela boca, cinco robôs os aguardavam já com armas apontadas prontas para fazer a robotização ou o extermínio.
Os passageiros sentiram seus corações gelarem e quase que instantaneamente começaram a suar frio, sabiam que os robôs não tinham piedade e que estavam ali para fazer o pior.
E em meio a toda essa tensão um estampido ecoara, era o tiro da Grande Assassina, beto chegara atrasado, mas chegara com estilo dando seu primeiro tiro na cabeça da máquina projetada para subjugar a raça humana, espalhando parafusos fios elétrico e óleo para todos os lados.
- aê seu motorista, acho melhor tu arrumar outra rota, por que essa aqui tá suja. – aconselhara Beto sorridente e ansioso para o combate.
O motorista fizera um sinal de legal com a mão um pouco trêmula, aquela era a primeira vez que se deparara com uma máquina assassina em sua vida, ouvira muitas histórias sobre os matadores e suas grandes batalhas, mas de forma alguma esperava deparar-se com uma.
Seus dias se resumiam a levar os sobreviventes de um lado para outro da cidade e a noite jantar café com leite e pão com manteiga molhado no café, feito por sua esposa enquanto conversavam sobre como fora seu dia. E após o jantar sentar-se com ela para assistir algum programa de televisão, um filme, ler um livro ou simplesmente continuar jogando conversa fora.
O motorista que naquele momento só pensava em encontrar a sua esposa a noite e dar-lhe um forte abraço, engatara a ré e entrara em uma rua a direita ignorando qualquer regra de transito.
Beto disparara mais uma vez com A Grande Assassina e mais um robô caíra, mas ainda restavam três e a arma precisava de alguns segundos para dar o terceiro e último disparo e apesar dos robôs não se movimentarem tão rápido, não dava para ficar ali parado.
Os remanescentes da empreitada contra o ônibus apontaram suas armas na direção do matador que pensara rápido e entrara em uma cafeteria abandonada varando pela janela.
As três maquinas de destruição humanas que mediam em torno de três metros, puseram-se diante da cafeteria e botaram para atirar com suas mini guns.
Beto fora engatinhando até chegar ao balcão, os tiros zuniam em seu ouvido chegara a sentir o calor dos projéteis passarem por seus braços e pernas, a situação estava tensa, mas ele não podia temer, tinha uma missão e para um matador missão dada é missão cumprida.
Um dos robôs adentrara no recinto atravessando a parede pondo-a ao chão, a cada passo que dava o chão estremecia sem contar com o barulho das engrenagens e dos amortecedores.
Beto olhara para seu rifle, a luz verde estava acesa indicando que já estava pronto para mais um tiro, pronta para o último tiro.
O assassino aproximava-se. A cada passo dado pelo monstro o coração de Beto batia mais forte, mas ao mesmo tempo em que sentia temor sentia a euforia, pois para o mesmo quanto mais difícil era a situação mais divertida tornava-se.
Ele olhava para cima com seu rifle apontado na mesma direção, sabia que seu algoz colocaria a cabeça ali, as máquinas eram até bem inteligentes, mas vez ou outra tinham uns procedimentos muito sem noção.
E fora como o matador previra.
- hip kaiê mather fucker – essas foram as últimas palavras que o cérebro positrônico do genocida registraram antes de seus sensores entrarem em pane e explodirem.
Passara a G.A. para a costa e tirara sua metralhadora, agora a porra estava séria, ainda restavam dois que já estavam entrando no recinto atirando para valer.
O matador olhara para frente e diante do mesmo estava a porta da cozinha, uma porta dupla de vai em vem, dera um salto atravessando a porta, um tiro acertara de raspão a sua perna esquerda, outro passara por sua bochecha e um terceiro passara por sua costela esquerda. Enquanto atravessava a porta atirara uma das granadas no salão.
A cozinha estava bem bagunçada, estava abandonada, cheia de panelas pelo chão e prateleiras, algumas vazias outras com comidas estragadas ou panelas velhas que ao vê-las ainda que em um momento de tensão não conseguida deixar de lembrar-se da claaaaaassica frase – panela velha é que faz comida boa.
A granada explodira e o impacto derrubara os autômatos.
Beto olhara por um dos buracos na parede, e vira os robôs tentando levantar-se.
Essa é a hora.
Ele atravessara a porta da cozinha de volta ao salão distribuindo bala e correndo pra cima de uma das máquinas atirando só na cabeça fazendo-a entrar em curto.
O segundo robô que não conseguia levantar-se por ter uma das pernas destruída alongara seu braço e acertando em cheio o peito de beto arremessando-o em uma parede. As armas do monstro metálico estavam danificadas e a metralhadora do matador não estava em suas mãos.
A dor em seu peito era alucinante, mas ele não podia parar ali, aquela não fora a primeira, nem seria a última porrada que ele levaria de um robô, aquela fora a vida que ele escolhera e não pararia até ver a última máquina cair.
O robô com aparência humanoide novamente esticara seu braço para tentar amassar seu assassino, mas o mesmo fora mais rápido – apesar de seu sobrepeso - esquivando da mão robótica e arrastando-se para pegar sua metralhadora. Assim que ele pusera as mãos em sua arma descuidara-se e recebera uma tapa que o jogara para fora da cafeteria fazendo-o cair no chão batendo sua cabeça com um baque surdo.
Ma que robô filho da puta, desse jeito fica foda.
Beto levantava-se do chão com muita dificuldade, e ao olhar para onde encontrava-se seu alvo vira que ele conseguira pôr-se de pé com seu braço direito sem a mão mostrando um cano largo indicando que dali sairia um puta projétil.
Beto ajoelhara-se para ter uma mira mais fixa, suava frio e ainda um pouco atordoado por conta das pancadas que não deixavam suas mãos ficarem firmes para um bom tiro, ele configurara a metralhadora para apenas um tiro.
O braço do monstro metálico apontava para a direção de beto que sentira que aquele era o momento.
Boom.
O projeto saíra da arma de beto e acertara o projetil explosivo antes do robô dispará-lo causando uma grande explosão que terminara de destruir o que ainda havia de inteiro na cafeteria colocando-a a baixo.
Sem perder tempo e poder curtir suas dores, o matador pegara seu skate e fora em busca do ônibus. Confirmara que ele já estava chegando ao cinema.
- C.R.E.U.Z.A. Beto Duque Estrada falando.
- C.R.E.U.Z.A. na escuta.
- missão cumprida, alvos eliminados. Espectadores chegaram ao cinema são e salvos.
- bom trabalho pior host do mundo. Affonso Solano ainda continua em missão.
- olha só C.R.E.U.Z.A.  – Beto encostara-se em uma parede e deslizara por ela até sentar-se – to precisando de umas férias.
- vamos analisar seu pedido Beto.
- ok, cambio e desligo. Ainda sentado no chão ele procurara em seu bolso por uma carteira de cigarros, a encontrara toda amassada, mas com alguns ainda utilizáveis, tirara um e começara a fumar para relaxar e tirar a tensão desse último combate.


A muitos quarteirões dali Affonso corria com a força de mil sois para levar os gibis até a gibiteca, mas ele sabia que não seria tranquilo, as fotos enviadas no dossiê mostravam que próximo dali seus algozes apareceriam.
E fora quando restara pouco menos de duas quadras que ele tivera a surpresa e ela viera do céu. Um robô alado passara dando um rasante e disparando vários tiros, Solano com suas habilidades de gatuno e com sua belíssima percepção conseguira esquivar-se.
Puxara a metralhadora e começara a mandar bala acertando alguns tiros, mas nenhum realmente certeiro.
O algoz da humanidade parara no ar com o auxilio de um propulsor estilo rocketeer, abrindo suas assas metálicas já com furos da primeira saraivada de tiros do matador.
Armas apontadas e mais uma investida contra Affonso que deixara a metralhadora pendurada pela bandoleira, pegara sua pistola com a mão direita e na outra mão uma granada de flash.
O robô começara a descer, Affonso correra subira em cima de um carro, saltara o mais alto possível e arremessara a granada segundos antes do gigante metálico começar a atirar.
O flash ofuscara as câmeras sensoriais que serviam como olhos para o androide que apesar de não poder “enxergar” atirava as escuras. Solano já fora da linha de frente do inimigo disparando tiros certeiros na cabeça do robô para assim destruir o cérebro positrônico do mesmo.
O alado de metal continuara como seu mergulho e com os tiros começando a danificar seus sistemas motores ele caíra em cima de um carro, o matador não perdera tempo, guardara sua pistola calibre dez milímetros, pegara a metralhadora e enquanto se aproximava de seu alvo com a ajuda de seus patins atirava incessantemente começando a varar a couraça protetora e a atingir o cérebro artificialmente criado e com inteligência artificial.
Mas Affonso não satisfizera apenas em ver o robô parar de se mexer, ele queria mais, ele queria colorir o céu com um robô explodindo. E fora o que acontecera, não que a explosão tenha alcançado o céu, mas fora grande espalhando partes do cérebro positrônico, fios e óleo de motor para todos os lados.
- é, esse até que foi fácil. – comentara Solano seguindo seu caminho até a gibiteca.

Didi Braguinha encontrara o vórtice que UndeLine do MRG falara.
Ao atravessar deparara-se com o que parecia ser um campo de futebol em ruinas, as arquibancadas não passavam de um amontoado de entulhos de concreto e pedaços do que um dia foram os bancos de plástico. E bem no centro do campo o um trono gigante feito de automóveis, ônibus e outros meios de transporte conhecidos pela raça humano e alguns até desconhecidos.
Sentado nesse trono havia um robô gigante de mais ou menos quatro metros um tanto quanto enferrujado e com suas afiações e todos seus mecanismos interior expostos.
- olha só quem veio até mim – a voz era metálica e abafada como se alguém estivesse falando dentro de uma lata – Diogo Braga o guardião do codinome o escolhido.
- em carne e osso pronto para rasgar o teu anus com uma granada ô monte de sucata velha.
Diogo metera a mão dentro do bolso esquerdo da bolsa que era embutida na moto e tirara de lá uma granada, arrancara o pino, acelerara a moto e partira pra cima do gigante de ferro.
O autômato levantara-se antes de seu inimigo o alcançar, esquivara-se da granada saltando para cima, deixando seu trono ser explodido, e ainda estava no ar disparara seus cinco dedos da mão direita, que mostraram-se ser pequenos misseis.
O matador esquivara do primeiro, mas apenas para perceber que eles eram teleguiados. Didi correra para cima daquele que ansiava por sua derrota, o robô, que ao cair no chão o fizera tremer.
Os misseis o estavam quase alcançando Diogo que puxara outra granada e arremessara para traz com intuído de fazer todos os misseis explodirem atraídos pelo calor, mas ele não contara que essa mega explosão o jogaria da moto.
O gigante de ferro retorcido e enferrujado agora caminhava lentamente na direção do matador que levantava-se ainda zonzo por conta do som da explosão e do impacto.
Com sua visão ainda turva e de quatro no chão ele vira o genocida metálico apontar agora sua mão esquerda, sabia que aquilo significava que misseis seriam arremessados nele e que aquele seria seu fim.
Por sua cabeça, ainda confusa, passavam os momentos que ele tivera com Bruninho, o prodígio com poderes inimagináveis e incertos que era visto como a esperança da resistência, e lembrara-se de sua amada dona Maria e os maravilhosos momentos que ele tivera com ela e os que ele gostaria de ter.

Na cidade já com suas missões cumpridas Affonso começa a twittar sobre o seu combate. Lendo os comentários da galera vira o UnderLine perguntar sobre Diogo e o vórtice.
Seu coração disparara, ele sabia que com toda a certeza Diogo teria ido para o vórtice sem querer ajuda.
E quando o mesmo iria ligar para Beto seu telefone tocara, era a C.R.E.U.Z.A.
Matadores vocês tem que resgatar Diogo, em seus capacetes aparecerão as coordenadas vão até lá e extraiam Diogo Braga das linhas do inimigo.
Beto e Affonso encontraram-se na entrada do vórtice. UndeLine estava a espera dos dois com uma caixa metálica e cheia de fios e algumas lâmpadas.
- que porra é essa UnderLine? – perguntara Beto.
- isso aqui vai fechar esse vórtice. – respondera UnderLine ligando a pequena máquina.
- mas a gente tem que tirar o Diogo de lá.
- eu sei e vocês têm cinco minutos para isso.
- vamo nessa então Beto. – dissera Solano engatilhando sua metralhadora e entrando.
- vamo lá. Até mais UnderLine – Beto acompanhara seu parceiro.
Assim que entraram viram o gigante de aço disparar os misseis em forma de dedo e atingira a queima roupa Diogo.
Em sua casa dona Maria encontrava-se aflita com brunhinho que começara a chorar e em dado momento grita a plenos pulmões:
- PAAAIIIII!!!!

Assim que a poeira das explosões baixaram algo impressionante acontecera, a explosão não acertara Diogo, fora como se um campo de força houvesse aparecido e protegido o.
- é agora Affonso – gritara beto correndo para cima do gigante de aço.
Os dois foram para cima da fera metálica crivando-a de bala.
Em resposta o mesmo levantara a cabeça e fizera um som inenarrável e eles sabiam que aquilo era uma tentativa de robotização.
Affonso e Beto logo apertaram o botão contra a robotização.
Diogo que ainda não havia compreendido o que o salvara não apertara o botão.
- aperta o botão Diogo. – gritara beto preocupado com seu amigo.
- não vou apertar essa porra cara. – Diogo entendia em que situação encontrava-se, mas queria matar aquela sucata com seu rifle e sem o uso do botão contra a robotização.
- para de ser burro muleque!
- puta que pariu Diogo! – esbravejara Affonso.
Diogo podia sentir os nano robôs entrarem em seu corpo por seus poros. Caíra de joelhos no chão como se algo estivesse fazendo pressão contra seu corpo, mas iria resistir e matar aquele monte de lata velha, sabia que enquanto ele estivesse espalhando os nano robôs de robotização ele não faria outra coisa e enquanto fosse necessário a armadura agir contra os nano robôs os matadores de robôs gigante também não poderiam fazer nada.
Era doloroso, mas ele estava decidido a resistir sem apertar o botão vermelho em sua armadura, o botão que brilhava de forma pulsante quase que no mesmo ritmo de seu coração.
Ao longe começaram a ouvir sons de metais se retorcendo ou algo do tipo e os todos ali sabiam que aquilo era o sinal de que vários outros robôs estavam a caminho o que não era nada bom para o trio dada a situação em que se encontravam.
- vambora Diogo, para com essa porra cara. – gritara Affonso agora preocupado com o pouco tempo que ainda restava a eles. – a gente tem que sair logo daqui.
- de que adianta ativar a antirobotização se não poderemos nos mover? – perguntara Diogo em meio a muita dor.
- depois de desligarmos temos um minuto ou tu esqueceu disso?
- porra cara, eu tinha esquecido mesmo! – respondera Diogo com um sorriso em meio a dor da tentativa de robotização.
- puta que pariu hein Diogo..? – reclamara Beto Duque Estrada.
- não interessa cara, eu quero matar essa lata velha sem usar a porra do botão.
Os sons dos metais se retorcendo estavam cada vez mais próximos.
 - aê Beto – iniciara Affonso – vamo ter que tirar o Diogo na marra.
- qual a tua ideia? – perguntara beto curioso.
- eu pego ele com meus patins e com a propulsão do próprio patins eu entro com ele no vórtice.
- vamo lá. – concordara Duque Estrada .
Os matadores desativaram suas proteções para assim movimentarem-se e salvarem seu louco amigo.
Diogo conseguira começar a pôr-se de pé, segurava seu M1 e apontara para o núcleo de energia central da lata velha que encontrava-se próximo a garganta, uma pequena esfera de aparência gelatinosa e avermelhada.
Fizera mira, prendera a respiração, o mundo parecia estar em slow motion.
O gigante, autômato, genocida, enferrujado e com sua mecânica interior a mostra talvez por prepotência achando que jamais um mero humano iria conseguir destruí-lo, muito menos em seu território, fitara os olhos de seu assassino milésimos de segundos antes do tiro sua fonte de energia ou “vida”.
Também milésimos de segundos após Diogo disparar o tiro seu amigo Affonso o atracara pelo abdômen abraçando-o e arrastá-lo para o vórtice.
O tiro fora certeiro explodindo o núcleo de energia do monstro gigante e metálico que começara a ter espasmos e a entrar em curto.
Beto atravessara a fenda.
Enquanto estava sendo arrastado Diogo contemplara a chegada dos outros robôs e a explosão daquele que talvez fosse o líder deles, ali também o céu fora enfeitado por peças metálicas, óleo negro e cabos elétricos e um pouco de gelatina avermelhada.
Por fim atravessara de volta para seu mundo.
- cara vocês tinham que ter visto – Diogo estava empolgado – foi um festival de óleo e metal cara.
- tinha que ter visto o caralho, a gente quase morreu. – reclamara Beto sentando-se no meio fio da rua em que se encontravam, estava muito ofegante.
- que porra foi aquela Diogo de não querer aperta o botão? – indagara Affonso.
- cara eu entrei ali decidido a desmontar aquele monte de ferro velho com o meu rifle e sem usar a antirobotização.
- que loucura cara.
- filho da puta.
- que foi agora Diogo?
- porra seus filhos da puta vocês deixaram a minha moto lá do outro lado.
- ah vá pra puta que te pariu Diogo.
- ma que filho da puta. – beto pusera-se de pé para falar – a gente te tira de lá arriscando a nossa vida e ainda somos filhos da puta.
O bip em seus comunicadores interrompera a conversa, eles sabia que era a C.R.E.U.Z.A. entrando em contato.
Parabéns matadores de robôs gigantes. Mais um dia de trabalho para vocês e mais uma missão cumprida. Vocês estão dispensados pelo resto do dia. – C.R.E.U.Z.A. fizera uma breve pausa – Mas se aparecer outro atentado robótico tenham certeza que não hesitarei em chama-los.
Até breve senhores.
- acho que uma cervejinha pra gente que é macho Diogo e um chazinho pro american boy ai cairia bem agora.
- tô contigo cara.
- vão se foder vocês dois, eu cuido da minha saúde só isso.
- num começa com esse papo de bicha não Affonso – beto já acendia um cigarro enquanto falava.

E a discussão seguiu-se como sempre segue qualquer discussão com os matadores.

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